Sphero e a programação para crianças


 

Quando está desligado não parece nada mais do que uma simples bolinha de tênis, mas tudo muda quando a esfera começa a rodar no chão em uma velocidade de surpreendentes dois metros por segundo.

O Sphero teve lançamento a dois anos atrás e desde então vem recebendo diversas atualizações, nas quais vêm transformando-o em algo além de um aparato para entretenimento. Orbotix, a empresa desenvolvedora, começou as mudanças em 2013, quando decidiu investir em um motor mais potente, capaz de mover a esfera ao dobro da velocidade, LED’s mais brilhantes e uma extensa categoria de aplicações. Além destas características, Sphero vem acompanhado de acessórios, como rampas de plástico que permitem às crianças testar uma grande variedade de truques. E embora este pareça, incialmente, o principal objetivo do jogo, é na realidade apenas uma função secundária, pois o que a companhia realmente espera do produto é que as crianças entendam as regras básicas de programação brincando com o robô.

Os criadores do Sphero integraram um elemento da gameficação pensado para desafiar os conhecimentos de informática dos jovens: as verdadeiras capacidades do robô se desbloqueiam gradualmente, à medida que os usuários elevam os níveis de dificuldade. Este potencial de aprendizado do Sphero não passou desapercebido por alguns pais que por acaso eram professores. Desde então o brinquedo robótico da Orbotix começou a ser usado para uma causa mais nobre: O Ensino de engenharia, matemática e etc.

 

Um projeto robótico centrado no valor educativo do jogo 

Desenvolvido através da inciativa “Preparar as crianças para o futuro”, o projeto SPRK (School Parents Robots Kids) foi criado para introduzir o Sphero ao mundo acadêmico e aproximar os jovens estudantes aos princípios básicos da programação através do jogo.

O programa SPRK está dividido em duas áreas: Core e Stem. Core é uma fase inicial e consiste em uma série de lições que ajudam as crianças a desenvolver os conhecimentos básicos para programar, enquanto que o Stem representa um nível superior o qual permite aos alunos experimentar e construir seus próprios dispositivos a partir do Sphero. O processo de aplicação do programa não é complicado, segundo apontam os criadores. Os desenvolvedores do Sphero criaram o MicroLab e o OrbBasic, dois apps disponíveis para iOs e Android que facilitaram o trabalho dos garotos e dos professores ao mesmo tempo.


Autor

Samuel Matos Designer

Compartilhar


Palavras chave


Tecnologia Programação

© Todos os direitos reservados a Atlas desenvolvimento